Este ano, tomei a decisão de não assistir ao Big Brother Brasil, porque fico muito envolvida sempre que acompanho o programa e a partir de agora tenho que otmizar melhor o meu tempo livre - que começas às 20h, quando Catarina cai no sono. Mesmo assim, não pude deixar de acompanhar a décima edição à distância. Não torci por ninguém, apenas torci contra o lutador Marcelo Dourado, um homófico declaradíssimo. É, mas obviamente a minha torcida não muda nada em relação à condução do programa que há quaee uma decada é sucesso incontestável. O tal fortão machão ganhou R$1,5 milhão.
Não fico triste ao pensar que uma pessoa mais legal poderia ter levado essa bolada para casa. Fico arrasada ao ver que na edição em que Boninho colocou três gays assumidos e um rapaz que pode sair do armário a qualquer momento, as pessoas preferiram premiar um homem que afirmou desejar bater em uma mulher e que só gays pegam Aids.
Por meio de um programa de televisão, o Brasil se revelou homofóbico. O país mostrou que não quer ver transformistas, emos e lésbicas na telinha, mas fortões que não levam desaforo para casa. Fomos além das piadinhas de futebol - como as feitas com o Richarlysson e com a camisa rosa do Galo - e decidimos premiar com dinheiro a postura homofóbica. Nada contra as piadinhas, porque nada mais chato do que gente politicamente correta demais. Mas dar um prêmio milionário a um homem que não esconde o seu desdém em relação aos gays él algo que me entristece. E muito.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O quanto odeio a Beija-Flor
Adoro acompanhar, desde pequenininha, os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Acho que é um espetáculo fantástico e espero um dia conferir isso de perto. Mas em 2010, está difícil assistir algo, já que tenho que dormir cedo por conta de Catarina e porque estou cansadíssima por causa do plantão. Ontem assisti apenas ao desfile da Unidos da Ilha.
Mas hoje acompanhei atenciosamente a cobertura feita pelo Bom Dia Brasil e fiquei irritada novamente com algo que acontece todos os anos: a Globo privilegia a Beija-Flor. A escola de Nilópolis pareceu ter tido o desfile mais sem graça da noite e, mesmo assim, mereceu três chamadas, reportagem separada das outras, e participação de dois membros no estúdio da emissora. Fora as eternas participações nos BBBs e programas da rede. Em tempos de Carnaval, Neguinho da Beija-Flor aparece mais na Globo do que Suzana Vieira.
Não sei a quem esse privilégio todo influencia. Provavlemente aos jurados da Sapucaí, que sempre dão ótimas notas à Beija-Flor, escola que há anos só faz desfile pagos por prefeituras. Mas o público revela outras preferências - mesmo que a Globo não mostre isso claramente. A Mangueira, escola dos maiores mestres da música carioca, continua a ser a preferência nacional. A Portela, embora não ganhe nada há muitos anos, também tem fiéis seguidores, assim como a Mocidade de Padre Miguel com sua bateria irrepreensível. E nos últimos anos, a Unidos da Tijuca tem deixado público e imprensa de queixo caído com a criatividade de Paulo Barros (este ano, o carnavalesco se superou com um show de mágica na comissão de frente). Estão todos tão ansiosos por um título dessa escola que nesta madrugada o pessoal cantou "É campeã! É campeã!"
A relação entre a Globo e a Beija-Flor ainda é um mistério para mim. Talvez seja porque era a escola de coração de Roberto Marinho (infelizmente a coisa funciona assim no jornalismo nacional). Só sei que o público da Sapucaí não cai sempre nessa conversinha dos jornalistas. E só sei que não aguento mais ver esse excesso de Beija-Flor na maior emissora do Brasil.
Mas hoje acompanhei atenciosamente a cobertura feita pelo Bom Dia Brasil e fiquei irritada novamente com algo que acontece todos os anos: a Globo privilegia a Beija-Flor. A escola de Nilópolis pareceu ter tido o desfile mais sem graça da noite e, mesmo assim, mereceu três chamadas, reportagem separada das outras, e participação de dois membros no estúdio da emissora. Fora as eternas participações nos BBBs e programas da rede. Em tempos de Carnaval, Neguinho da Beija-Flor aparece mais na Globo do que Suzana Vieira.
Não sei a quem esse privilégio todo influencia. Provavlemente aos jurados da Sapucaí, que sempre dão ótimas notas à Beija-Flor, escola que há anos só faz desfile pagos por prefeituras. Mas o público revela outras preferências - mesmo que a Globo não mostre isso claramente. A Mangueira, escola dos maiores mestres da música carioca, continua a ser a preferência nacional. A Portela, embora não ganhe nada há muitos anos, também tem fiéis seguidores, assim como a Mocidade de Padre Miguel com sua bateria irrepreensível. E nos últimos anos, a Unidos da Tijuca tem deixado público e imprensa de queixo caído com a criatividade de Paulo Barros (este ano, o carnavalesco se superou com um show de mágica na comissão de frente). Estão todos tão ansiosos por um título dessa escola que nesta madrugada o pessoal cantou "É campeã! É campeã!"
A relação entre a Globo e a Beija-Flor ainda é um mistério para mim. Talvez seja porque era a escola de coração de Roberto Marinho (infelizmente a coisa funciona assim no jornalismo nacional). Só sei que o público da Sapucaí não cai sempre nessa conversinha dos jornalistas. E só sei que não aguento mais ver esse excesso de Beija-Flor na maior emissora do Brasil.
domingo, 28 de junho de 2009
Porque vale a pena ver televisão

Sou uma apaixonada por televisão e sei apontar momentos maravilhosos dentro da programação variadíssima da telinha.
O maior talento de todos se chama Regina Casé. Com seu marido, Estevão Ciavatta, e a produtora Pindorama Filmes, a atriz tem nos brindado com muitas séries bacanérrimas no "Fantástico". O atual "Vem com Tudo!" é genial. No quadro, ela conversa com populares sobre moda - mas não a da roupa, mas a dos assuntos mais variados possíveis. Tudo sempre associado ao seu talento incrível como humorista. Esses dias para trás, ela fez brincadeira com o doce cajuzinho - tão esquecido nas festas dos brasileiros - que arrancou muitas risadas aqui em casa. O melhor: além de rejeitado, o cajuzinho estava numa crise de identidade porque é um doce feito de amendoim e não de castanha de caju.
Tudo começou com o inesquecível Brasil Legal. O programa feito ao lado de Luiz Fernando Guimarães (seu companheiro dos tempos de Asdrúbal e TV Pirata) durou pouco, mas mudou paradigmas na TV brasileira. Foi o primeiro a fazer comédia verdadeira e deliciosa contando com a participação de pessoas comuns.
Depois vieram vários projetos na Rede Globo, alguns mais legais, outros menos. Mas sempre marcantes, especialmente porque revelam pessoas comuns do Brasil. Com seu Mercadão de Sucesso e sua Central da Periferia, Regina nos brindou com as "pérolas" que são cultuadas na periferia e totalmente ignoradas pelas gravadoras. Demais.
terça-feira, 3 de março de 2009
Esse tal de BBB
Difícil entender o que acontece com as escolhas do "público" no BBB. Sempre tem um chato que vai sempre para o paredão, mas o povo não quer tirar de jeito nenhum. Foi assim com a aeromoça Cida (PQP! Coitados dos que aguentavam) e com o chatérrimo Domini, que levou uma bolada, além de ter pegado a Sabrina Sato. Nesta nona edição, acaba de sair o cara mega gente boa, para de novo ficar a catarinense mala sem alça.
E mesmo com R$ 1 milhão em jogo, eu não queria estar naquela casa agora de jeito nenhum. Aquele tanto de mulheres juntas, sem homens para apaziguar os hormônios aflorados... Argh!
E mesmo com R$ 1 milhão em jogo, eu não queria estar naquela casa agora de jeito nenhum. Aquele tanto de mulheres juntas, sem homens para apaziguar os hormônios aflorados... Argh!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Meu vício: Friends

Sou eclética, gosto demais de muitas coisas. Sou grande fã de rock, gosto demais de cinema, adoro desenhos animados, amo história, gosto de me manter informada... Mas se existe alguma coisa que conheço até demais e chega a ser um vício em minha é o serido "Friends". Tenho até a 8a temporada em DVDs e passei 45 dias baixando a 9a. O que demorou tanto para entrar no meu computador, foi rapidamente "devorado": em apenas dois carnavalescos dias, assisti a toda 9a temporada. E já estou baixando a última... Minha irmã não aguenta mais ouvir aquela musiquinha da abertura...
Difçil dizer qual foi o episódio que mais assisti, mas sei que há alguns que já vi mais de dez vezes. Nem preciso de legendas - o que faz de "Friends" uma excelente maneira de se manter contato com a língua inglesa.
Se me perguntarem por que gosto tanto, não terei respostas racionais a dizer. Apenas que acho engraçado pra cara***, que me identifico com todos os personagens, que adoro ver o quanto aquelas seis pessoas se amam... se é inteligente, não sei dizer. Muitas vezes sei que é. O que importa é que "Friends" me faz rir, mexe com minhas emoções. Principalmente, porque é uma comédia universal, sobre pessoas que moram em NY, mas poderiam viver em São Paulo, em Londres, em Frankfurt ou em Buenos Aires. São jovens de uma grande cidade moderna, vivendo histórias de quem quer ser bem-sucedido no amor (ou sexo, se estivermos falando do Joey) e no trabalho.
Cada fã da série tem o seu personagem favorito. O meu é Ross Geller. Ele é a tradução de um nerd: bem-sucedido na profissão superintelectual, mas se atrapalha com as coisas mais simples do mundo. Difícil saber qual a cena mais engraçada que já vi com este personagem, mas vou arriscar algumas:
- O encontro em que foi vestido de calça de couro - impagável vê-lo desesperado tentando vestir a calça com loção e talco;
- O encontro em que está com os dentes muito brancos - "What's the matter with you?" kkkkkk
- O episódio em que está bravo com Joey e mesmo assim acaba levando dois socos (sem querer) do amigo
- Quando dança uma música chula com a Rachel para arrancar risos de Emma
Difçil dizer qual foi o episódio que mais assisti, mas sei que há alguns que já vi mais de dez vezes. Nem preciso de legendas - o que faz de "Friends" uma excelente maneira de se manter contato com a língua inglesa.
Se me perguntarem por que gosto tanto, não terei respostas racionais a dizer. Apenas que acho engraçado pra cara***, que me identifico com todos os personagens, que adoro ver o quanto aquelas seis pessoas se amam... se é inteligente, não sei dizer. Muitas vezes sei que é. O que importa é que "Friends" me faz rir, mexe com minhas emoções. Principalmente, porque é uma comédia universal, sobre pessoas que moram em NY, mas poderiam viver em São Paulo, em Londres, em Frankfurt ou em Buenos Aires. São jovens de uma grande cidade moderna, vivendo histórias de quem quer ser bem-sucedido no amor (ou sexo, se estivermos falando do Joey) e no trabalho.
Cada fã da série tem o seu personagem favorito. O meu é Ross Geller. Ele é a tradução de um nerd: bem-sucedido na profissão superintelectual, mas se atrapalha com as coisas mais simples do mundo. Difícil saber qual a cena mais engraçada que já vi com este personagem, mas vou arriscar algumas:
- O encontro em que foi vestido de calça de couro - impagável vê-lo desesperado tentando vestir a calça com loção e talco;
- O encontro em que está com os dentes muito brancos - "What's the matter with you?" kkkkkk
- O episódio em que está bravo com Joey e mesmo assim acaba levando dois socos (sem querer) do amigo
- Quando dança uma música chula com a Rachel para arrancar risos de Emma
- Quando ele cria uma festa para seus vizinhos, mas ninguém aparece, pois todos os odeiam
- O episódio em que faz um memorial para ele mesmo
E tantos e tantos outros...
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