quarta-feira, 29 de julho de 2009

Intolerância do Muricy

É muito estranho ver o Muricy Ramalho como comandante do Palmeiras. Gosto demais deste treinador, assim como adorava Telê Santana quando comecei a me interessar por futebol e torcer pelo São Paulo.
E o adoro, mesmo sabendo que ele é muito odiado pela imprensa. Mas ,para falar a verdade, não sei como alguém inteligente pode ter paciência com a imprensa esportiva. Meus amigos que trabalham nessa área que me desculpem: muitos jornalistas esportivos são preguiçosos (preferem a mesmície do time que cobrem a buscar novidades, especialmente relacionadas à política) e outros tantos são desprovidos de criatividade.
Deve ser um saco ter que dar coletiva duas, três vezes por semana e ouvir sempre as mesmas perguntas. Muitas vezes não há o que dizer. Isso fica muito claro para quem acompanha diariamente o noticiário esportivo, como eu.
Veja o Globo Esporte. O programa traz todos os dias reportagens imensas sobre os dois únicos times de destaque do Estado. Não há muito o que falar, só resta a enrolação. Outros times do país, campeonatos de vôlei e basquete, mundiais de natação ou atletismo são relegados a míseros segundos. Será que isso é feito porque as pessoas só querem futebol, ou as pessoas só querem futebol por que a TV não cobre outros esportes?
Embora o Muricy seja realmente muito grosso com jornalistas e agora esteja à frente do grande rival, continuo sua fã. E como ele, não tolero a superficialidade com que tudo é tratado no meio esportivo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Governo: gastar ou investir?

Sinto-me incomodada ao ver sempre o mesmo ponto de vista nas reportagens de economia espalhadas no jornalismo brasileiro. Há uma crítica muito intensa aos gastos do governo que cresceram bastante nos tempos de crise - para muitos, este seria um momento para apertar o cinto.
Eu, na contramão do senso-comum, fico feliz em ver que o governo está colocando dinheiro no mercado com projetos sociais, empregos e redução de impostos. Em tempos de crise, a obrigação do Estado é incentivar o consumo e não guardar recursos, como a maioria imagina.
Depois da crise de 1929, os Estados Unidos só se recuperaram depois das transformações apresentadas pelo presidente Roosevelt. Para ele, a primeira ação contra a Grande Depressão deveria ser a geração de empregos. Obras públicas, incentivo à pesquisa e à atividade intelectual, aumento do crédito foram algumas ações deste homem que entrou para a história como o maior estadista que já ocupou o posto de presidente dos Estados Unidos. O governo Lula tem feito o mesmo e, por isso, sentimos tão pouco a crise. Os carros continuam sendo muito vendidos, as pessoas continuam investindo em eletrodomésticos, o mercado imobiliário continua forte, a construção civil está a mil. A siderurgia e a mineração estão afetadas, claro. Mas evitar os efeitos da crise mundial para esses setores seria uma tarefa difícil até mesmo para os melhores economistas do mundo.
Ah. Aproveito para falar sobre o quanto fiquei feliz em ver hoje o pronunciamento do ministro das Minas e Energia dizendo que o programa Luz para Todos haveria chegado para 10 milhões de pessoas. Quem já conversou com algum beneficiado por esse programa sabe o quanto isso trouxe mudança para a vida das pessoas. Pessoas que esperaram a vida inteira pela energia elétrica agora podem ter geladeira e televisão. Eu vi isso chegar até umas casinhas simplérrimas em meio aos Lençóis Maranhenses (num local que fica a uma hora de lancha da cidade mais próxima) há mais de três anos e fico feliz em ver que esse programa continua crescendo. E para quem acredita que o Luz para Todos é demagogia, aconselho ficar 24h sem energia elétrica. Já se imaginou vivendo sem geladeira?

Diário da mamãe - Parte 16

Hoje fui novamente à tradicional consulta pré-natal. Tudo ótimo com minha saúde, tudo ótimo com a neném. Mas finalmente chegou o momento de receber a esperada notícia ruim dada às grávidas: engordei mais do que devia, um quilo por semana desde a última consulta. "Tem que cuidar melhor da alimentação", disse a médica. Traduzindo: é melhor fechar um pouco essa boca!
O problema maior é controlar a vontade louca de comer doces. Vou tentar dar uma maneirada e cortar um pouco o chocolate diário. Se não, vai ser impossível conseguir subir os três andares de escada do meu prédio daqui a dois meses.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A gripe suína está matando. O que não se divulga, é que essas mortes equivalem a 0,5% dos casos, como a outra gripe. Os óbitos têm afetado especialmente pessoas com idade entre 20 e 50 anos de idade, justamente quem imaginamos ser mais resistentes. Por que? Essa é uma questão importante e pouco discutida na imprensa.
Não sou médica, não entendo de saúde pública, mas tenho a minha teoria. Acredito que essas pessoas que morreram de gripe (pelo menos a maioria) eram muito resistentes aos remédios dados para a gripe. São pessoas que tomaram muitos antibióticos no decorrer da vida (muitas vezes sem recomendação médica). Além disso, devem ser como boa parte da população: não se alimentam bem e sofrem com a deficiência de vitaminas e minerais. Ninguém leva isso a sério, mas a falta de nutrientes pode ser um problema grave ao se deparar com uma doença.
Acho que sou um bom exemplo de quem nunca sofreu com qualquer doença por ter uma alimentação razoável, desde o nascimento. Fui amamentada no peito por sete meses, sempre comi todos os tipos de verduras e legumes, sempre comi proteínas com variedade e sem excesso. Meu problema sempre foi (e ainda é) o carboidrato, fazendo com que o meu peso não seja o desejado há alguns anos. Isso me trouxe alguns quilinhos, mas não atrapalhou na saúde.
Agora, com a gravidez, tenho me preocupado ainda mais com a ingestão de vitaminas. Tenho comido três frutas por dia, granola, salada, laticínios etc. O problema é que também tenho comido muito chocolate, biscoitos etc. Mas como evitar isso agora?
Ah. E nunca gostei de tomar remédios. Como nunca senti dor de cabeça, analgésicos só me salvaram em duas situações: febre (a primeira senti aos 14 anos) e cólicas mesntruais. As vezes em que tomei antibiótico ou antiinflamatório foram por recomendação médica. Espero continuar assim.

sábado, 25 de julho de 2009

Pedrinho aos 3 meses

Criança é tudo de bom.

Cartola e Caetano


Para você, quem é o maior compositor da história da MPB? A maioria das pessoas que conheço logo respondem Chico Buarque. Este é genial, sem sombra de dúvidas, mas tenho outras preferências.

Na verdade, para mim, pelo menos dois artistas estão acima do Chico: Cartola e Caetano Veloso.

O primeiro, porque era semianalfabeto, sem qualquer educação refinada, mas capaz de criar sambas extremamente requintados e, ao mesmo tempo, acessíveis aos populares. "O Mundo É um Moinho" e "As Rosas Não Falam" são composições que surpreendem por seu apuro linguístico e musicalidade.

Já Caetano, embora seja muitas vezes um mala-sem-alça que dá pitacos onde não é chamado, nos brindou inúmeras vezes com canções belíssimas e impressionantes. "Sampa" é a minha preferida. Como pode uma música ser tão bela ao descrever as características de uma megalópole? "Tropicália", "Alegria Alegria", "Qualquer coisa"... são vários os exemplos de composições impactantes. Prefiro Caetano a Chico por duas razões: suas músicas são mais complexas e líricas (o Chico é bem direto sempre) e a Tropicália, movimento musical que quebrou os parâmetros da esquerda burra. Além disso, Caetano não vive do passado, está sempre em busca de novidades e é bastante antenado. Já citou de Racionais a funkeiros em seus discos e shows. Relembrou a música brega do ótimo Peninha com "Sozinho" (ao ponto de me deixar p. da vida com o tanto que a música bombou). Embora seja superintelectual, ele sabe como transitar em todas as áreas.

Mas há tantos outros que adoro: Gilberto Gil (meu grande ídolo, símbolo de inteligência, cordialidade e amabilidade); Milton Nascimento ("Travessia" é a música perfeita para momentos de depressão); Chico Science; Arnaldo Antunes (longe da Marisa Monte); Zé Ramalho; Raul Seixas; Cazuza; Zeca Baleiro; Roberto e Erasmo; Zélia Duncan; Rita Lee; Lenine e Renato Russo. Será que esqueci de alguém?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Contrariando Sarney

Quando conheci São Luis, descobri que nem todo maranhense gosta da família Sarney. Contaram-me que a capital é chamada de Ilha Rebelde, porque seus moradores não aceitam o coronelismo do interior. Tanto que ouvi várias histórias sobre as "maldades" do Sarney - inclusive, de que o valiosíssimo lustre de cristal do teatro municipal havia sido roubado e se encontrava no palacete do nosso ex-presidente. Lá, também li um jornal anti-Sarney, bastante consistente.
Naquele ano, Roseana Sarney perdeu a eleição - para minha feliz surpresa. Mas ela logo deu um jeito de reverter a situação e tirar o Jacques Wagner do poder. Parecia que ninguém nunca poderia confrontar a família mais poderosa do nordeste brasileiro.
Mas não é que agora está saindo nos jornais o que todo mundo já sabia? Finalmente, alguns políticos e a imprensa resolveram desafiar o poder do coronel maranhense. O que aconteceu para que isso finalmente viesse à tona, não sabemos. Mas admito que acho estranha essa exposição deste homem tão poderoso, que muda seus apoios conforme o momento. O importante é estar no poder, seja ao lado dos militares, dos tucanos ou do PT.
O Maluf não foi preso, nem qulaquer outro grande calhorda da política brasileira. Por isso, sei que Sarney e seus parentes sairão totalmente ilesos da situação. Mas certamente não estão dormindo tão tranquilamente. Só de conseguirmos cutucá-los, já podemos comemorar.