Catarina está com dois meses e já voltei a trabalhar. A oportunidade bateu na minha porta e não pude recusá-la. E o meu coração não está apertado como eu imaginei que estaria. Catarina está no mesmo berçário que o Pedro tanto ama e isso me deixa muito tranquila. Ela tem se mostrado muito tranquila, está mamando bem, está dormindo bem. E rindo muito! Já até dá suas primeiras risadas. Hoje chegou até a gargalhar!
O fato de eu estar bem também contribui. Estou muito feliz por voltar a fazer o que tanto gosto - ser repórter de Cultura - e acredito que ela sente isso e fica feliz por sua mamãe.
Posso inclusive dizer que nunca estive tão bem comigo mesma em toda minha vida. Estou realizada como mãe e com a oportunidade iminente de me realizar profissionalmente. Percebi que felicidade é algo independente de prazer ou diversão, afinal, não bebo, não fumo, não beijo nem faço sexo há muitos meses. Ultimamente não tenho nem mesmo me esbaldado em comidas megacalóricas. Parece que a maternidade supre todas as minhas necessidades. É brega, mas é verdade.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Nomes comuns
Quem acompanha o meu blog sabe que pensei bastante antes de escolher o nome da minha filha. Queria um nome bonito, mas nenhum que fosse muito comum. Acho muito incômodo ter que compartilhar o seu nome com um monte de gente na sala de aula.
Por isso é tão interessante observar a lista dos nomes mais usados do momento: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u677177.shtml
Os nomes da moda são tão diferentes dos da minha geração que ficamos surpreendidos. Isso muda com uma rapidez tão grande que às vezes escolhemos o nome da moda e nem nos damos conta disso.
Na época em que nasci, início dos anos 1980, os nomes mais comuns eram Daniela, Fernanda e Carolina entre as meninas. Hoje, estão nas posições 73, 52 e 41, respectivamente. Luciana e Patrícia nem estão mais entre os 100 nomes mais comuns e bombavam nas décadas de 1980. Entre os garotos, os nomes mais comuns eram Daniel, Rafael e Ricardo, hoje nas posições 19, 11 e 74.
O meu nome e o da minha irmã, Thais, parecem que morreram com a minha geração. Assim como o nome da minha mãe, Vera, parece só ter existido para as meninas que nasceram nas décadas de 1940 e 1950.
Catarina, um nome inexistente na minha geração, está na posição 60 da lista dos nomes mais comuns do Brasil. Assim como Carolina foi resgatado na década de 1980, agora as pessoas recuperaram Catarina, Valentina e Beatriz. Ainda bem.
Por isso é tão interessante observar a lista dos nomes mais usados do momento: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u677177.shtml
Os nomes da moda são tão diferentes dos da minha geração que ficamos surpreendidos. Isso muda com uma rapidez tão grande que às vezes escolhemos o nome da moda e nem nos damos conta disso.
Na época em que nasci, início dos anos 1980, os nomes mais comuns eram Daniela, Fernanda e Carolina entre as meninas. Hoje, estão nas posições 73, 52 e 41, respectivamente. Luciana e Patrícia nem estão mais entre os 100 nomes mais comuns e bombavam nas décadas de 1980. Entre os garotos, os nomes mais comuns eram Daniel, Rafael e Ricardo, hoje nas posições 19, 11 e 74.
O meu nome e o da minha irmã, Thais, parecem que morreram com a minha geração. Assim como o nome da minha mãe, Vera, parece só ter existido para as meninas que nasceram nas décadas de 1940 e 1950.
Catarina, um nome inexistente na minha geração, está na posição 60 da lista dos nomes mais comuns do Brasil. Assim como Carolina foi resgatado na década de 1980, agora as pessoas recuperaram Catarina, Valentina e Beatriz. Ainda bem.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Lá vai 2009...
Vou me lembrar sempre de 2009 como o ano divisor de águas na minha vida. É o ano em que engravidei, carreguei um bebê em meu ventre, vivenciando todas aquelas emoções e doideiras exclusivas de gestantes e dei a luz a uma neném linda.
Sim, tudo em 2009 girou em torno de Catarina. Passei por momentos muito felizes e outros muito tristes (como a morte do meu superamigo Marcus), mas nada que tire de 2009 o título de Ano da Catarina. Até mesmo a existência deste blog (inaugurado no começo do ano) está totalmente relacionada à minha filhinha, já que relatei aqui cada detalhe da chegada dela em minha vida, da concepção ao nascimento.
Mas é bom dizer também que 2009 foi o ano em que pude fazer novas amizades e fortalecer outras. Carol passou de grande amiga à comadre, Clarice e eu passamos a ser da "mesma família", Claudinha e eu ficamos ainda mais próximas (não apenas na balada), Érika Pessoa apareceu para ser um anjo na minha vida... Mas a relação que ficou ainda mais forte em 2009 foi com minha mãe. Ninguém acompanhou de tão perto minha gravidez e a chegada da Catarina. Isso tem sido fundamental para a felicidade das três: eu, Catarina e a Vovó Coruja.
E lá vem 2010...
Que já começa trazendo bons ventos. Estava me preparando para procurar trabalho em janeiro ou fevereiro, mas o trabalho procurou por mim logo que Catarina nasceu. Primeiro, a escola onde fiz estágio me procurou. Depois, foi me oferecido um freela imperdível para janeiro e ontem fui chamada para cobrir férias no Hoje em Dia. Não tive como recusar. Na primeira segunda-feira do ano, estarei de volta ao jornalismo enquanto Catarina terá de se adaptar ao berçário.
Será o ano em que verei minha filha dar as primeiras gargalhadas, balbuciar seus primeiros sons, dar seus primeiros passos... Ou seja, 2010 tem tudo para ser inesquecível também.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Natal
Nem me lembro da última vez em que fiquei ansiosa pela noite de Natal. Talvez na infância. Mas em 2009, a ansiedade tomou conta de mim novamente. Seria o primeiro Natal de Catarina, afinal. E realmente foi uma data recheada de presentes e alegrias - mesmo que ela não saiba disso ainda. Os presentes vieram de todos os lados: amigos, padrinhos, tias, tios, vovós... Foram muitas roupinhas, as primeiras bonecas, brinquedos divertidos... Quanta coisa! Deu para ver o quanto minha filhinha é amada por tantos.
Só não foi 100% porque não pude deixar de ficar chateada com a ausência de qualquer carinho por parte do pai da Catarina. Não porque eu acho que essa falta vá fazer alguma diferença na vida dela neste momento, mas abriu-me uma expectativa ruim de que essa não será a primeira ausência e isso sim é um problema. E também porque isso escancarou algo mal resolvido em minha vida.
Tenho medo que Catarina passe pelos mesmos momentos tristes que eu e minha irmã sentimos ao longo de nossa vida proporcionados pelo meu pai. Para ele, eventos infantis eram muito chatos e esteve ausente em alguns. Posso contar nos dedos os presentes que ele comprou sozinho para nós. Também não esteve presente em muitos fatos importantes como primeira comunhão ou minha formatura na Unesp. Pedro está com nove meses e até hoje meu pai não o conheceu pessoalmente. Não tenho dúvidas sobre o amor do meu pai e reconheço que muitas das minhas qualidades foram inspiradas em seu exemplo, como a dedicação aos estudos e a boemia, por exemplo. Mas é impossível ficar indiferente a essa ausência afetiva, que marcou profundamente a mim e a Thais.
Torço muito para que Catarina tenha outra história.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Megaemocionante
Quem me conhece sabe que eu não poderia dixar de tecer alguns comentários sobre o campeonato brasileiro de 2009, o mais emocionante de todos os tempos.
1) É incrível como o Galo SEMPRE morre na praia. Vários atleticanos me disseram este ano que o time era ótimo, o melhor do últimos anos e estavam muito confiantes. Havia um motivo, afinal, o time liderou a tabela por várias semanas. Mas não adianta, no futebol dos pontos corridos, não basta ter um goleador em boa fase. E o resultado foi piordo que os rivais imaginavam: um 7o lugar, atrás do Avaí.
2) Já o Cruzeiro mostrou mais uma vez seu poder de superação. E com direito a gol do Kleber. Adoooro!
3) O São Paulo não levou dessa vez, mas ficou em 3o lugar, lutando até o último momento. O meu time é muito regular desde que me entendo por gente. Não sei o que é sofrer por conta de futebol.
4) Há um mês, ninguém podia imaginar que Palmeiras, com seu time milionário e muita vantagem, poderia perder o título do campeonato. E não conseguiram nem mesmo a Libertadores! Todo mundo se pergunta o que aconteceu nos bastidores do clube para que tal coisa pudesse acontecer. Isso só eles sabem. Mas fica aqui a lição que o Muricy sempre ministrou no São Paulo: para levar a taça tem que ter regularidade.
5) Para mim, o grande nome do campeonato não foi Adriano nem Diego Tardelli. Mas Fred. Bastou ele voltar ao Fluminense depois de um longo tempo afastado para mudar a sorte do time. Nem a pessoa mais otimista do mundo imaginava que o tricolor pudesse escapar, mas o Fred é tão bom, mas tão bom, que saiu marcando gols e ajudou o time a alcançar a autoestima. Claro que a torcida também ajudou. Em vez de dar as costas, ela se mostrou confiante até o último momento e isso foi imprescindível para que o clube não caísse. Incrível! Adoraria ver o Fred de volta ao Cruzeiro ou, melhor ainda, no São Paulo.
6) Mais uma vez um time gaúcho morreu na praia. Já tem alguns anos que Grêmio ou Inter ficam no quase...
7) E se o Adriano tivesse parado de verdade?
1) É incrível como o Galo SEMPRE morre na praia. Vários atleticanos me disseram este ano que o time era ótimo, o melhor do últimos anos e estavam muito confiantes. Havia um motivo, afinal, o time liderou a tabela por várias semanas. Mas não adianta, no futebol dos pontos corridos, não basta ter um goleador em boa fase. E o resultado foi piordo que os rivais imaginavam: um 7o lugar, atrás do Avaí.
2) Já o Cruzeiro mostrou mais uma vez seu poder de superação. E com direito a gol do Kleber. Adoooro!
3) O São Paulo não levou dessa vez, mas ficou em 3o lugar, lutando até o último momento. O meu time é muito regular desde que me entendo por gente. Não sei o que é sofrer por conta de futebol.
4) Há um mês, ninguém podia imaginar que Palmeiras, com seu time milionário e muita vantagem, poderia perder o título do campeonato. E não conseguiram nem mesmo a Libertadores! Todo mundo se pergunta o que aconteceu nos bastidores do clube para que tal coisa pudesse acontecer. Isso só eles sabem. Mas fica aqui a lição que o Muricy sempre ministrou no São Paulo: para levar a taça tem que ter regularidade.
5) Para mim, o grande nome do campeonato não foi Adriano nem Diego Tardelli. Mas Fred. Bastou ele voltar ao Fluminense depois de um longo tempo afastado para mudar a sorte do time. Nem a pessoa mais otimista do mundo imaginava que o tricolor pudesse escapar, mas o Fred é tão bom, mas tão bom, que saiu marcando gols e ajudou o time a alcançar a autoestima. Claro que a torcida também ajudou. Em vez de dar as costas, ela se mostrou confiante até o último momento e isso foi imprescindível para que o clube não caísse. Incrível! Adoraria ver o Fred de volta ao Cruzeiro ou, melhor ainda, no São Paulo.
6) Mais uma vez um time gaúcho morreu na praia. Já tem alguns anos que Grêmio ou Inter ficam no quase...
7) E se o Adriano tivesse parado de verdade?
sábado, 21 de novembro de 2009
Diário da mamãe - Parte 28
Estava assistindo a um programa na Rede Minas chamado "Papo de Mãe". Um assunto dominava a pauta da atrãção: parto. Falou-se sobre doula, parto normal, partos feitos por policiais, acompanhamento dos pais etc.
Acho engraçado que esse assunto gere tanta conversa. O meu parto foi tão simples que não enxergar alguma complexidade em relação a isso, sejam as frescuras que levam ao parto cesariano, sejam as frescuras do parto natural.
Para se ter um filho, não é preciso gastar rios de dinheiro, não é preciso fazer um megaplanejamento. Afinal, como será o seu parto, só Deus sabe. A minha irmã não tinha plano de saúde, mas fez questão de ter seu filho em hospital particular e com parto normal. Gastou uma nota com quarto, anestesista e todo o blablablá de um hospital. Tudo para ter o parto dos sonhos. Mas a vida lhe preparou uma cilada e a dilatação não veio. Pedro teve sofrimento fetal e a Thais teve de encarar uma cesária de emergência. Um enorme sofrimento.
Já eu, que tinha plano de saúde, preferi ter a Catarina em hospital público, por desejar o parto normal (coisa muito rara em hospitais particulares). Como acho que o parto depende da mulher e não do médico, não fiz questão de pagar a minha ginecologista para que fizesse o parto. Não vi problema nenhum em ter de encarar o plantão. Mas frente a essa decisão, tive que escolher bem o hospital. Optei então pelo Hospital das Clínicas, onde haveria o incentivo para o parto normal e onde haveria um quarto particular bancado pelo plano de saúde. Além disso, por lá não haveria uma pressão xiita como há no Sofia Feldman, por exemplo. No HC, não há nada muito diferente como uma banheira. Melhor assim. Sinceramente, sou mais a anestesia do que o chiquérrimo parto na água.
Minha escolha não podia ser melhor. Não gastei nada além das mensalidades do plano e tive o parto dos sonhos: rápido e com profissionais de excelente qualidade ao meu redor. E ainda tive a melhor doula do mundo: minha mãe. Nada como ter uma mulher que sabe como são as dores das contrações ao seu lado para tornar tudo mais fácil.
Como disse a uma amiga grávida semana passada: quando se trata de gravidez e parto, quanto mais simples, melhor. Nada de frescura ou muitas preocupações.
Acho engraçado que esse assunto gere tanta conversa. O meu parto foi tão simples que não enxergar alguma complexidade em relação a isso, sejam as frescuras que levam ao parto cesariano, sejam as frescuras do parto natural.
Para se ter um filho, não é preciso gastar rios de dinheiro, não é preciso fazer um megaplanejamento. Afinal, como será o seu parto, só Deus sabe. A minha irmã não tinha plano de saúde, mas fez questão de ter seu filho em hospital particular e com parto normal. Gastou uma nota com quarto, anestesista e todo o blablablá de um hospital. Tudo para ter o parto dos sonhos. Mas a vida lhe preparou uma cilada e a dilatação não veio. Pedro teve sofrimento fetal e a Thais teve de encarar uma cesária de emergência. Um enorme sofrimento.
Já eu, que tinha plano de saúde, preferi ter a Catarina em hospital público, por desejar o parto normal (coisa muito rara em hospitais particulares). Como acho que o parto depende da mulher e não do médico, não fiz questão de pagar a minha ginecologista para que fizesse o parto. Não vi problema nenhum em ter de encarar o plantão. Mas frente a essa decisão, tive que escolher bem o hospital. Optei então pelo Hospital das Clínicas, onde haveria o incentivo para o parto normal e onde haveria um quarto particular bancado pelo plano de saúde. Além disso, por lá não haveria uma pressão xiita como há no Sofia Feldman, por exemplo. No HC, não há nada muito diferente como uma banheira. Melhor assim. Sinceramente, sou mais a anestesia do que o chiquérrimo parto na água.
Minha escolha não podia ser melhor. Não gastei nada além das mensalidades do plano e tive o parto dos sonhos: rápido e com profissionais de excelente qualidade ao meu redor. E ainda tive a melhor doula do mundo: minha mãe. Nada como ter uma mulher que sabe como são as dores das contrações ao seu lado para tornar tudo mais fácil.
Como disse a uma amiga grávida semana passada: quando se trata de gravidez e parto, quanto mais simples, melhor. Nada de frescura ou muitas preocupações.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Diário da mamãe - Parte 27
Todo mundo que me conhece sabe o quanto odeio Manoel Carlos e suas novelas que retratam uma rotina da classe média alta do Leblon. Mas ontem fiquei um pouco mexida com a cena em que Helena contou para Marcos que estava grávida. Somente quem passou por uma situação parecida para imaginar o quanto dói receber palavras frias num momento tão delicado...
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